Teatro Por Que Não?: Em Cartaz
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quarta-feira, junho 27, 2018

Ladra Terra no Em Cartaz 2018!

Olá, seus lindos!!!!

Como foram de final de semana? Aqui foi bem agitado. A trupe do Teatro Universitário Independente (TUI) veio com tudo aqui no Espaço Cultural Victorio Faccin para duas sessões do espetáculo Ladra Terra - Uma Comédia Medieval. 

Essas apresentações são frutos do projeto EM CARTAZ 2018, que foi contemplado pela Lei de Incentivo à Cultura do Município de Santa Maria. Você pode conferir a programação aqui, que vai até setembro deste ano!

Vamos dar uma olhada nos cliques que rolaram nesse final de semana? As fotos são do nosso fofíssimo Anderson Martins. 

 






Se não não conseguiu desta vez, tudo bem, o pessoal do TUI apresentará mais neste ano. Fiquem ligados na programção do EM CARTAZ 2018 ou nas nossas redes sociais para não perder!

Até a próxima!


quarta-feira, junho 20, 2018

O que tem rolado no EM CARTAZ?

Oi pessoal!!!! 

Como vocês sabem estamos com  projeto EM CARTAZ 2018 rolando a pelo vapor.

Nos últimos dias, passaram dois espetáculos no Espaço Cultural Victorio Faccin: Say Hello para o Futuro e Amanhã Foi Outro Dia. 

Olha só como foi:

Say Hello para o Futuro - 01 e 02 de junho (Fotos: Walesca Timmen)







Amanhã foi Outro Dia - 15 e 16 de junho (Fotos: Anderson Martins) 







Agradecemos imensamente a presença do público que não se intimidou com o frio e veio nos prestigiar!

Se você assistiu, conte pra gente o que achou, comenta aqui embaixo! Ficaremos muito felizes com o feedback. 

Não conseguiu vir? Tudo bem, o EM CARTAZ 2018 ainda tá acontecendo, veja a nossa programação aqui. 

Já nessa semana teremos mais um espetáculo, anota aí e venha conferir: 

LADRA TERRA: UMA COMÉDIA MEDIEVAL
22 e 24 de junho de 2018 - 20h30
Espaço Cultural Victorio Faccin 
Rua Duque de Caxias, 380 
Ingressos: R$ 20 (público geral) - R$ 15 (antecipado) - R$ 10 
(estudantes, idosos e professores da rede pública)


Esperamos que possa vir e até a próxima!



quinta-feira, junho 14, 2018

Processos e mais processos: Amanhã Foi Outro Dia

Estreado em 07 de setembro 2013, Amanhã Foi Outro Dia foi o resultado de uma comemoração de parcerias: foi a primeira vez que o trabalho conjunto entre Teatro Por Que Não? e Teatro Universitário Indenpendente (TUI) saiu da administração do Espaço Cultural Victorio Faccin e entrou para os palcos.

Foto: Eduardo Ramos

A ideia de montar esse espetáculo veio da curiosidade em ver como esses dois grupos trabalham artisticamente juntos. Já tínhamos experiências muito positivas com parcerias: antes do TUI, trabalhamos com o grupo Cia. Retalhos de Teatro (com os espetáculos No Fio da Navalha e O Santo Parto) e com o Teatro Camaleão (com o espetáculo Acordo Íntimo), então para entrar em mais uma parceria foi um pulo!

Quando começou a rascunhar esse novo espetáculo, o TUI estava com poucos integrantes ativos, Cristiano Bittencourt e Marcele Nascimento, e super empolgado em embarcar em uma nova montagem. Felipe (Martinez, diretor), que já tinha expressado o desejo de trabalhar com os dois, comunicou ao Por Que Não? que dessa vez o grupo trabalharia nos bastidores (na criação de figurino, luz, som...), vasculhou entre inúmeros textos para teatro e achou  Quando as Máquinas Param.

Diretor e atores Foto: Eduardo Ramos

Quando as Máquinas Param é um texto de Plínio Marcos (1935-1999), que foi escrito em 1963. Curiosamente foi o texto que Felipe trabalhou quando estava no segundo semestre do Curso de Artes Cênicas da Universidade Federal de Santa Maria, em 2008.

Dividido em quadros, o texto conta a história de Zé e Nina, casados, que se veem em uma situação crítica: Zé está desempregado, o proprietário da casa onde eles alugam está pedindo a casa de volta, Nina descobre que está grávida e momento econômico do Brasil está em decadência. Ainda assim, Zé recebe uma proposta de emprego que lhe rende uma nova esperança. Porém, Zé percebe que não é tão simples assim: ele descobre que para arranjar um emprego terá que sujar as mãos - suborno, compra de vaga e corrupção. Atrelado ao fato de estar casado, Zé engole seco e não aceita a proposta, volta para casa desiludido. Chegando em casa, Zé se depara com a notícia da gravidez de Nina e decide convencê-la a não ter o filho. Devota aos santos, Nina não concorda e insiste em ter o filho. A trama termina com Zé agredindo Nina com um soco na barriga.

As obras de Plínio Marcos mostram que, não importa o que aconteça, os personagens são condicionados ao meio que vivem. Ou seja, se a pessoa surgiu em um ambiente hostil, por mais que ela tente reverter a situação, sempre haverão obstáculos que tornará essa atitude impossível. Essa é uma das características do movimento artístico Naturalista. Além disso, preferindo retratar personagens marginais, Plínio escancara a realidade da sociedade brasileira, com seus abismos sociais, preconceitos e indiferenças. 
“Não faço teatro para o povo, mas o faço em favor do povo. Faço teatro para incomodar os que estão sossegados. Só para isso faço teatro” - Plínio Marcos
Foto: Anderson Martins

Percebendo que o Brasil não teve uma mudança econômica intensa (o tal "milagre econômico" do início dos anos 70 não era para todos, diga-se de passagem!), Felipe viu que a economia do início dos anos 90 não estava muito distante da economia dos anos 60 e resolveu transpor a história de Plínio para esse período. 

Zé e Nina se tornaram Ezequiel e Joana e os quadros foram remexidos, ajustados, com trechos criados pelo diretor que deram uma renovada na obra de Plínio.

O primeiro obstáculo era atualizar o texto: as gírias que Plínio colocara no texto original já estavam em desuso nos anos 90. Palavras como batota, termos como "essa luz que me ilumina" eram muito marcados e de certo causaria estranheza para o novo público da primeira década dos anos 2000. Felipe se encarregou de pesquisar notícias, programas, propagandas que foram difundidas nos anos 90 e foi criando pontes para juntar o texto.

Isso influenciou diretamente na escolha de cenário, figurino e objetos cênicos. Como já foi comentado neste post aqui, o cenário foi pensado para retratar uma casa típica de uma família de renda baixa, com objetos típicos daquela década: quadros religiosos em molduras de plástico, vassoura de piaçava, bibelôs de gesso, frutas de plástico, toalhinhas com bordas de crochê... (quem foi criança nesse período dos anos 90, certo que vai identificar como a casa da tia, da vó ou da amiga da mãe...). 

O cuidado era tanto que até o maço de cigarros de Ezequiel precisava passar para uma "atualização ao contrário".

O segundo obstáculo era deixar que trejeitos e reações cotidianas atuais, próprios dos atores, afetassem na montagem. Apesar do teatro realista exigir essa aproximação do real, muitas coisas que são abertamente discutidas e interpretadas com maior liberdade nos tempos atuais, anos 2000, na época de Ezequiel e Joana ainda eram tabus, como por exemplo o uso de drogas ou a relação do homem dentro de um casamento. Então, tanto o diretor quanto os atores, tinham que achar uma sintonia para que, mesmo que o espetáculo seja retratado nos anos 90, ele não seja estagnado e que ainda possua situações que são herdadas até hoje e que precisam ser discutidas.

Aí que está o foco do Amanhã Foi Outro Dia: mostrar para nós que por mais evoluídos que estamos, ainda assim patinamos em velhos valores e quando nos deparamos com uma situação extrema, quem pode nos dizer até onde vai o nosso senso de justiça, moral e bons costumes?

É um tapa na cara, pois saiu de um texto dos anos 60, passando por anos 90, chega aos anos 2000 e vimos que muito pouco mudou. O próprio Plínio diz: se meu teatro é necessário até os dias de hoje, significa que o mundo não evoluiu.

Foto: Anderson Martins

****SPOILER ALERT!**** 

(se você ainda não assistiu e não quer saber de spoilers, pare de ler aqui! Muito obrigada pela sua atenção e depois nos conte o que achou o espetáculo, ok?) 

Se você chegou até aqui, muito obrigada pela dedicação! O que tenho a falar a partir de agora é o que torna o espetáculo único.

No mesmo período que Felipe foi apresentado ao texto Quando as Máquinas Param, em 2008, ele assistiu o filme Irreversível (2003), de Gaspar Noé, e apesar de naquela época não ter o menor sentido fazer uma convergência entre essas duas obras, que até então eram apenas tarefas de faculdade, ele pode juntá-las 5 anos depois com o Amanhã  Foi Outro Dia.

Para quem ainda não conhece esse filme, conta a história de um homem (Marcus) em busca de descobrir quem foi a pessoa que agrediu e estuprou a namorada. Recomendo se tu tem estômago para assistir, pois ele é bem intenso. Mas o que chamou a atenção de Felipe não foi a história propriamente dita, mas como ela foi contada. O filme começa pelo final, ou seja, começa com Marcus encontrando o estuprador e acaba matando-o. Antes que tu pense "ai, aí já acabou com o filme", o fato de começar de trás para frente te induz a querer saber como o enredo chegou até ali. E era isso que Felipe buscava com o espetáculo.

Com Nina e Zé, de Plínio, o clímax (a notícia de gravidez, pedido de aborto e agressão) é apresentado no final da peça, você, como espectador, "entende" a linha de raciocínio de Zé, pois percorreu o texto todo até ali. Com Ezequiel e Joana, de Felipe, o clímax é apresentado logo no primeiro quadro, você, como espectador, se pergunta o que o fez agir daquela forma, assim, a sua linha de raciocínio é revertida.

Em miúdos: enquanto que na versão de Plínio pensamos em até que ponto essa história vai se desenrolar, na versão de Felipe pensamos em como a história chegou a esse ponto. Captou a diferença?!

Ficou interessado como isso foi feito, né não? Pois é, agora não vou falar meeeeeeeeeeeermo, tu terá que assistir (precisamos ganhar nosso pão de cada dia, né?). Anota aí, que esse espetáculo tá fazendo parte da programação do EM CARTAZ 2018.

AMANHÃ FOI OUTRO DIA no EM CARTAZ 2018
15 e 16 de junho de 2018 - 20h30
Espaço Cultural Victorio Faccin
Rua Duque de Caxias, 380 - Rosário
Ingressos: R$ 20,00 (geral) - R$ 15,00 (antecipado) e 
R$ 10,00 (estudantes e idosos)

E aí? O que achou desse processo? Comenta aqui embaixo pra tia e venha ver de pertinho o resultado!

Até a próxima!


Só de pensar que a minha única preocupação nos
anos 90 é saber o que tinha na nave da Xuxa...






quinta-feira, maio 24, 2018

EM CARTAZ começou!

E o que rolou?

Rolou muita limpeza de auras. Mística Borboleta Bailarina Feiticeira veio nos visitar nos dias 19 e 20 de maio, para duas sessões de Como Se Nada Fosse e no meio do findi geladinho, o público veio se aquecer e conhecer um pouco mais da magia de Mística. 

Essa é a nossa novidade do EM CARTAZ! Se perdeu uma apresentação, não fique triste, logo no dia seguinte tem mais uma sessão para não perder. Confira aqui a nossa programação desse ano. 

Voltando para Mística, depois dos dois dias de apresentação, na tarde do dia 21 de maio, Janaína Castaldello ministrou a oficina Que Corpo é Esse?, onde ela mostrou um pouco de como foi o processo do espetáculo Como Se Nada Fosse. Dá uma olhada nos cliques do nosso amado Anderson Martins.








Curtiu? Então fique ligado nas nossas redes e aqui, que esse ano tem um montão de coisa boa pra acontecer!

Até a próxima, seus lindos!

quarta-feira, outubro 25, 2017

Pobre, Preto e Puto no EM CARTAZ 2017!

Olá pessoas! 

Como vocês podem ver aqui na nossa programação, o EM CARTAZ 2017 está começando a entrar na reta final e na altura do momento não podemos nem pensar em parar, né non?

A atração dessa semana é pra lá de especial e super emocionante!

Em agosto deste ano, o movimento negro aqui de Santa Maria perdeu um dos seus maiores ativistas: Nei D'Ogum, que não ficava quieto quando o assunto era lutar pelas causas negras, gays e trans. 

Para contar essa trajetória de luta, a Pé de Coelho Filmes fez um documentário onde Nei abre os nossos olhos em dizer como é ser "pobre, preto e puto" em uma sociedade minada pela intolerância racial, social e religiosa que é o nosso país. Um momento de reflexão para olharmos ao próximo e para os nossos próprios atos afim de buscar uma sociedade mais justa e melhor para as próximas gerações. 

Foto: PPP

POBRE, PRETO E PUTO

SINOPSE

Nei D'Ogum é batuque, é sexo e é negritude.
É amor e contradição.
Um guerreiro das causas negras, gays e transexuais.
Ele é a própria causa.
Autodefine-se: "pobre, preto, puto".


FICHA TÉCNICA

Direção e roteiro: Diego Tafarel
Produção Executiva: Alessandro Montelli
Direção de fotografia: Lucas Ferreira
Direção de arte: Clarissa Virmond
Produção: Gui Carpes, Maiara Fantinel, Évelyn Bartz
Montagem: Diego Tafarel, Zé Corrêa
Finalização: Lucas Ferreira
Som direto: Gui Carpes
Trilha Sonora: Robson Bittencourt
Desenho de som: Lucas Ferreira
Apoio Cultural: Marta Nunes e Angelica Fonseca
Uma produção de Pé de Coelho Filmes e Estúdio Azul.

Pobre, Preto e Puto está rodando o país e o mundo. Só para se ter uma ideia, o filme já participou dos seguintes festivais (prepara para respirar, pois é uma lista imensa e não para de crescer):

*Já foi exibido pelo Canal Brasil, foi vencedor do 44º Festival de Cinema de Gramado, na categoria Melhor Produtor Executivo e do Prêmio Assembleia Legislativa - Mostra Gaúcha de Curtas. Foi premiado no Festival de Cinema de Três Passos, na categoria Melhor Curta Documentário.

Fez parte da seleção oficial:
Da Mostra de Curtmetratges per la Identitat, em Barcelona/Espanha,
Do 27º Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro,
Da Muestra Internacional de Cine Documental Central-Doc Tlaxcala, no México,
Do CineUrge - Festival de Cinema de Cornélio Procópio, no Paraná,
Do III Festival Audiovisual Vera Cruz FAVERA, em Goiás,
Do Festival de audiovisual de Belém - FAB,
Do 14 Curta Santos de São Paulo,
Do Festival Internacional de Cinema Independente - FESTICINI, em São Paulo,
Da Mostra Cine Redemoinho, em Angra dos Reis/RJ,
Do Outfestperu Festival de Cine Gay, Lésbico, Trans, Bi, em Lima/Peru, 
Do TAFFNY - The Americas Film Festival New York, em New York/EUA, 
Do Cine Jardim - Festival de Cinema de Belo Jardim, em Belo Jardim/PE,
Da Mostra Outros Cinemas, de Fortaleza.
Do 1º Festival de Cinema de Lajeado/RS,
Do Short Movie Clube, em Minsk, na Bielorússia,
Do 12 Months Film Festival, na Romênia,

Selecionado no Bucharest ShortCut Cinefest, em Bucareste, Romênia, no Festival Pilas en Corto, em Pilas, na Espanha. Selicionado para o Andalesgai Festival de Cine Lésbico, Gay, Bisexual y Trans de Andalucía, em Sevilla - Andalucía, no FIM Festival Imagem-Movimento, em Macapá/AP.
Foi exibido pelo Latino and Iberian Filme - Festival at Yale - LIFFY, em New Haven, Connecticut e pelo Cine a la Calle, em Barranquilla/Colômbia. Foi exibido na Espanha, em Bilbao, no ZINEGOAK,

Pobre Preto Puto recebeu menção especial no Festival Internacional Hacelo Corto, em Saladillo, Argentina e recebeu Prêmio da Crítica e Menção Honrosa no 8º Festival Internacional de Cinema da Fronteira, em Bagé/RS. Foi selecionado pela 11ª Mostra Cinema e Direitos Humanos, e, por isso, exibido nas capitais de todos os estados brasileiros e no Distrito Federal! 

Foto: PPP


Acompanhe a trajetória do filme aqui!

Nesta sexta-feira, além da exibição do filme, teremos uma roda de conversa com Marta Nunes, do coletivo ARÁ DUDU e Luiz Henrique Coletto, do Coletivo Voe. Um evento que não dá para deixar passar batido, néam?

EXIBIÇÃO DO FILME POBRE PRETO E PUTO + RODA DE CONVERSA no EM CARTAZ 2017
27 de outubro de 2017 - às 20h30
Espaço Cultural Victorio Faccin
Rua Duque de Caxias, 380 
Ingressos: GRATUITO 
(retirada a partir do dia 25 de outubro, no Espaço, 
das 9h às 12h e das 14h às 18h) 

Corre que o Espaço tem capacidade máxima de 90 pessoas. Se não puder pegar antes, peça para teu amigo ou algum conhecido para dar uma passada aqui no Espaço - ele poderá pegar até 3 ingressos. 


Contamos com a sua presença!

Até a próxima!




quarta-feira, outubro 18, 2017

Quem? Qual? Cuma? Hein? - Poema Ema

Vamo ver quem vai estar nessa semana no Espaço Cultural Victorio Faccin???

Raquel Guerra e Natália Dolwitsch
Poema Ema

As convidadas da vez são Raquel Guerra, do grupo Ateliê do Comediante e Natália Dolwitsch, do grupo Umbigo de Bruxa - virações artísticas. 
As duas juntaram a paixão que tinham pelas artes circenses para criar o espetáculo Poema Ema, que estará no próximo sábado, participando da programação do EM CARTAZ 2017. Além do Poema, elas recentemente dividem o palco com o espetáculo Varieté, que estreou neste ano. Que tal conhecê-las melhor?


1) Qual é a sua profissão atual? 

Raquel - Minha atual profissão é ser professora e pesquisadora de teatro, na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Natália - Sou atriz, bambolista e artista circense.

2) Quando você começou a entrar em contato com as artes cênicas? 

Raquel - Entrei em contato com as artes cênicas na escola, na década de 1990 com a diretora e professora de teatro Desdemona Machado, importante figura do teatro de Passo Fundo. Na época, tinha uns 12 anos e comecei com oficinas de teatro no Sesc Passo Fundo. Depois vim para Santa Maria cursar Artes Cênicas na UFSM, onde me formei e depois trabalhei em Santa Catarina, desenvolvendo projetos culturais. Fiz mestrado e doutorado na UDESC e depois retornei para Santa Maria, desde 2012.

Natália - Meu contato com as artes cênicas chegou através da dança, quando eu tinha 04 anos. Fiz balé desde essa idade e depois fui migrando para outras danças até chegar ao teatro e ao circo. As artes sempre fizeram parte do meu cotidiano desde criança.

3) Como o Poema Ema foi criado? 

Natália - O Poema Ema foi criado através de a parceria minha de Raquel. Ambas tinham vontade de explorar uma prática teatral que envolvesse as diversas modalidades artísticas que nos interessamos como o circo, a poesia, a contação de história... Queríamos também que fosse um espetáculo infantil por que nós duas gostamos de pensar no que a criança gosta de assistir e o que é produzido pra crianças hoje em dia. E através dessa vontade a gente começou a experimentar algumas idéias até que a Ema surgiu e gente começou a procurar ela. Não sabemos ainda quem é a Ema mas é ela que nos move a continuar.


Foto: Guilherme Senna
Raquel - O Poema Ema foi criado no ano passado (2016), no começo do ano. Eu e Natália nos reunimos e começamos a pesquisar um repertório de literatura infantil, histórias antigas e a gente somou isso a um trabalho que a gente vinha pesquisando aqui dentro da Universidade (UFSM), em 2015, que era relacionado à técnicas circenses.  No meio desse processo, a gente queria dar conta de muitas coisas e (risos) não dava conta delas, óbvio, e aí a gente convidou a Cândice (Lorenzoni - atriz, professora da UFSM) e o Guilherme (Mello - ator) que fazem a parte criação musical do espetáculo, e também assumem a atuação, junto com a gente, na condução da narrativa.  Aos pouquinhos fomos juntando mais gente, projetos, que são aqui da Universidade e outros projetos que são independentes, que a gente tem fora da Universidade. O Poema Ema traz esses dois universos, de pesquisa e criação, que é do âmbito do grupo, com as pessoas que a gente faz parceria e a Universidade com os projetos de pesquisa e extensão que a gente faz aqui.


4) O que você acha do panorama cultural de Santa Maria?

Natália - Santa Maria oferece um cenário cultural misto. Encontramos diversos grupos espalhados pela cidade oferecendo diversas atrações culturais das mais diversas formas. O teatro, a dança, a música, o circo... E embora estejamos todos espalhados existe uma união forte que a própria cidade condiciona. O lugar da arte e principalmente do artista significa também o lugar da resistência. Assim como diversos projetos culturais surgem na cidade logo desaparecem por uma cerca decadência no incentivo maior, porém, felizmente existem os que permanecem vivos e continuam se fortalecendo.


Foto: Guilherme Senna
Raquel - Sobre isso, talvez eu seja um pouco otimista, acho que a gente realmente tem um panorama bem legal aqui em Santa Maria, tanto no contexto do teatro quanto no contexto da música, que são as áreas que eu mais acompanho, mas também acho que tem uma boa expressão no campo do cinema, mais particularmente o que eu mais acompanho é o trabalho da TV OVO, e na área das artes visuais, daí eu acompanho mais o pessoal da escultura, especificamente o pessoal da Gare, mas existem vários outros ateliês, grupos... Então acho que Santa Maria tem um panorama cultural bem vasto, diverso e do meu ponto de vista, de boa qualidade. O que eu acho que falta, pensando na cultura, são as políticas públicas consolidadas, que deem prestígio e valorização à essa variedade de práticas culturais que existem por aqui, que os espaços também possam ser bem democratizados e incentivados. Quer dizer, existem muitos artistas, várias produções culturais, mas não tem  uma vazão adequada para tanta produção e aí, por conta disso, a gente não acaba conhecendo a produção cultural local. Isso também se refere à Universidade, nas suas várias áreas de conhecimento e produção artística que se desenvolve dentro dela e nem sempre sai para comunidade, assim como grande parte do trabalho dos artistas de Santa Maria mesmo, não sai da cidade e outros (artistas) são mais conhecidos fora de Santa Maria do que dentro da cidade. Então acho que falta incentivo na manutenção das produções artísticas locais.


Bacana, né não?! Muito obrigada gurias, pela atenção e disponibilidade!


Poema Ema

Sinopse 

Poema Ema conta a história de duas amigas que vivem grandes aventuras ao procurar por uma desconhecida e misteriosa Ema. Esse incógnito ser que ninguém vê, mas muito dele se fala, deixa pistas e charadas de seu paradeiro escondidas em poemas, acrobacias e brincadeiras. É um espetáculo que mescla teatro, circo e literatura infantil.

Ficha técnica

Elenco
Natália Dolwitsch 
Raquel Guerra 
Cândice Lorenzoni
Guilherme Mello

Produção executiva e montagem 
Gelton Quadros 
Laédio José Martins 
Juliana Gedoz Tieppo

Comunicação
Andreas L. Ross 

Fotografia 
Fernanda Abegg e Guilherme Senna

Audiovisual 
Mariana Magalhães e Breno Surreaux Fixman

Produção
Ateliê Do Comediante 
Umbigo de Bruxa - virações artísticas 
UFSM - Universidade Federal de Santa Maria


Tire a tarde do sábado para vir curtir o Poema Ema. Anote aí e venha!

Poema Ema no Em Cartaz 2017
21 de outubro de 2017 - 16h 
Espaço Cultural Victorio Faccin 
Rua Duque de Caxias, 380 
R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (estudantes e idosos)
Classificação: Livre 

Confirme a sua presença aqui!
Quer saber mais sobre o EM CARTAZ 2017? Clique aqui!

Até a próxima!

quinta-feira, outubro 12, 2017

Aconteceu! Travessias em conto



Em um sábado que tinha tudo para cair um toró, estavam dois atores no Espaço Cultural Victorio Faccin, apreensivos para mais uma apresentação. 

Era um espetáculo que acontecia poucas vezes no ano, então nada poderia dar errado. Afinaram as luzes, deram as marcações... Faltavam 2 horas para começar e eles já estavam maquiados.

Nervosismo?

Medo?

Ansiedade?



Não... era falta de olhar o relógio mesmo. 

Enchem o bucho de torrada murcha aquecida no microondas, um pouco pálida, mas incrivelmente deliciosa. Uma Coca Zero pra fazer descer. 

Começam a aquecer. Rola uma playlist de youtube, uma saracoteada no corpo, uma Pabllo Vittar para soltar a voz, uma Sia para imitar a guriazinha do clipe "Chandelier". Chegam e falam que a Copa está cheia e que há fila para bilheteria. 

Aquela vontadezinha de fazer xixi de nervoso arrepia até a nuca. Mas já era, não tem como, tá na hora e as pessoas já se acomodaram. 

Respiraram fundo.... 

Foi...



Pularam, brincaram, bordaram, se divertiram!

Terminaram satisfeitos, cansados, mas satisfeitos. 

Um gole de cerveja de latão, um (monte) de lencinho umedecido para tirar toda aquela craca de maquiagem, o suficiente para ficar bunitin. 

Uma ligada estratégica para Bira, nosso fiel botequeiro, uma mesa reservada e um alívio para os estômagos famintos. 


É... o dia valeu!

Até o próximo ano, Travessias!

Fotenhas: Anderson Martins

terça-feira, outubro 03, 2017

Travessias no EM CARTAZ 2017!!!

Oi, seus lindos!

Já estamos em outubro e o EM CARTAZ 2017 ainda tá firme forte. 

Viu a programação? 

Entonces, nessa semana é vez do espetáculo da casa botar as caras no palco do Espaço Cultural Victorio Faccin. É um espetáculo sazonal, apresentamos poucas vezes ao ano, então: não perca a oportunidade de assistir

TRAVESSIAS!


Foto: Eduardo Ramos

Se não te convenci ainda, então saiba mais sobre esse espetáculo divertido (sou suspeita de falar, né?! Mas é que é muito divertido mesmo apresentar):

"Depois de cada coito, qual é porcentagem dos direitos autorais deve ao preservativo?"

Essa foi a frase de Fernando Arrabal sobre o nosso espetáculo. Arrabal é o autor do texto "Oração",  que é a peça base do espetáculo Travessias. Para a gente ter a liberdade em apresentar o espetáculo, André Galarça (diretor e ator) resolveu entrar em contato com ele para ver como proceder com os direitos autorais. Além de ter recebido a benção do autor via email, Arrabal ainda nos catalogou como outro (mais um) "arrabalesque" em seu blog. 

É o espetáculo mais antigo em atividade do nosso catálogo de espetáculos

Travessias estreou em novembro de 2011, numa época que espetáculos pipocaram no catálogo do Por Que Não?, em função do final de ano acadêmico da UFSM.  No mesmo período estrearam O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, Do outro lado do passeio público , Medea Mulher Material, O Diário de Anne Frank e Galáxias e ovos de galinha.

Estreia (que tempo bom... sdds) - Foto: Anderson Martins

Fomos até azoropa!


Apesar de poucas apresentações, Travessias cruzou o Atlântico e foi apresentado no Festival PERIFERIAS, do coletivo Chão de Oliva, em Sintra, Portugal. Isso foi em 2014. Lá, nos ofereceram um celular em troca de nossas balinhas milagrosas (ficou curioso, néééé? então, vem assistir), o celular ficou ligado e em cena o espetáculo inteiro, ou seja, poderiam ligar a qualquer momento. (cagaço feelings)

Coisas de estreia

É praticamente uma regra: quando é estreia, alguma coisa acontece. Não podia ser diferente com o Travessias - na hora do ensaio geral, em uma cena de briga, André lança Aline contra o carrinho de lixo, só que no meio do caminho tinha uma roda de bicicletinha. Resultado: estreia com o nariz dolorido e levemente inchado. Durante o espetáculo havia uma cena de assalto com o público, a bolsa  roubada da vez foi de uma guria que tinha recém-operado o ombro. Levamos a bolsa e o ombro da menina. (Carolzinha, desculpaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!)

O carrinho com a bicicletinha... Foto: Anderson Martins

André com dupla função

No primeiro momento, André estava só na direção do espetáculo. A dupla de atores na época era Aline Ribeiro e Cauã Kubaski. Por problemas de saúde, Cauã precisou sair e como estávamos em cima do laço, André achou melhor entrar na dança e foi atuar também. 

Brincadeira de criança

A estrutura do espetáculo foi feita em cima de brincadeiras infantis. André nos botou pra cavocar nossas lembranças de criança e tirar de lá várias referências para enriquecer o espetáculo. Não preciso nem dizer o quão emocionante foi esse processo, néam????

Mais referências!

Além do texto de Arrabal e nossas lembranças de criança, Travessias também se inspirou no documentário Juízo, que mostra a realidade de jovens infratores brasileiros no momento de seus julgamentos. Quer assistir? Olha aí embaixo:





Ufa! Agora tu vem nos ver, né???

Então anota aí e venha:

TRAVESSIAS no EM CARTAZ 2017
07 de outubro de 2017 - 20h30 
Espaço Cultural Victorio Faccin
Rua Duque de Caxias, 380 - Rosário
Ingressos: R$ 16,00 (inteira) e 
R$ 8,00 (estudantes e idosos) - tem online também!!!!

Contamos com a sua presença! Aliás, você poderá confirmá-la aqui!

Até a próxima!

quarta-feira, agosto 30, 2017

Quem é quem no Ladra Terra?

Hoje é o pessoal do espetáculo Ladra Terra: Uma comedia medieval, do grupo TUI (Teatro Universitário Independente) que dará o ar da graça em nosso blog. Vamos conhecer essa trupe que veio lá dos tempos das trevas da nossa história mundial?



Jado (Cristiano Bittencourt) 


É o saco de pancadas da trupe e faz de tudo, puxa a pesada Carroça, monta cenário... pau pra toda obra. Quer ser o grande ator, mas é um pouco lento de raciocínio e às vezes literal demais. Perdeu um braço em troca de um mapa que os levasse para Leiria. 

Bernadete (Marcele Nascimento)


É a primeira atriz da companhia. Todos os papéis principais é ela quem faz. Braço direito da Chefa, tem regalias, como por exemplo, poder dormir de conchinha com a dona da trupe. Bem expressiva e melodramática, não é a toa que tem a posição que tem na trupe.

Chefa (Luis Gustavo Chiappa)


É a dona da trupe! Manda e desmanda só para deixar tudinho do jeito que ela gosta e quer. Sonha com amores passados, mostrando uma alma "sensível" que só desvendada quando ela está dormindo, ou bêbada. Tem um chicote em punho e não tem medo de usá-lo. Tem que se acostumar com as explosões de humor, dependendo do dia é melhor nem olhá-la nos olhos. 

Bertola (Inês Rorato)


É a grande paixão de Jado. Vivem em um relacionamento de gato e rato, ora se amam e trocam carinhos, ora estão se xingando e se odiando. Ela é boa de briga e não leva desaforo para casa, se algo a incomoda já vai logo tirar satisfação, cuidado ao falar com ela! Mas também é divertida e pronta para ajudar Jado no espetáculo mambembe. 







Carroça (Andaime antigo do Espaço Cultural Victorio Faccin)

É o que carrega todos da trupe (exceto o Jado, que tem que puxá-la). É super versátil, podendo servir de cama para Chefa e Bernadete, camarim para a preparação do espetáculo e também como o cenário do mesmo. Carrega muito mais do que você pode imaginar. Ali pode encontrar pão caseiro, rabanetes, vinho, palheiro, uma árvore inteira, terra... Tipo a bolsa do gato Felix, sabe?








E aí? Curtiram essa trupe muito louca?! (Credo! Realmente tô muito tiazona nessa semana, agora tô parecendo um filme da Sessão da Tarde!)


Até a próxima!

Felix já tá no clima de findi! Arrasa, bichano!

segunda-feira, agosto 28, 2017

Que tal? - Finalmente, setembro é logo ali!

Como foi o agosto de vocês? 

O nosso foi bem agitado! Agora que saímos desse redemoinho sem fim que é o mês de agosto, não podemos desanimar, não é? Muito ano pela frente e muita coisa pra curtir na nossa cidade. Quer ver o que escolhemos para essa semana? Saca só:


Estreia no Theatro Treze de Maio

31 de agosto às 20h
Lógica LTDA

Theatro Treze de Maio
Praça Saldanha Marinho - Centro
Ingressos: R$ 30,00 (geral), R$ 15,00 (estudantes e idosos), R$ 20,00 (sócios do Theatro Treze de Maio e antecipados) - online

Com direção de Leo Roat, o espetáculo conta um pouco sobre dois funcionários só um pouquinho atrapalhados que trabalham na Lógica LTDA. - empresa encarregada em empacotamento e despache de encomendas. Com muita palhaçaria e vários números circenses, Tiago Teles e Felipe Mendes vão trazer momentos bem engraçados para a sua noite! 

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Ladra Terra no Em Cartaz 2017

Foto: Dartanhan Baldez

02 de setembro às 20h30
Ladra Terra: Uma comedia medieval
Teatro Universitário Independente (TUI)

Espaço Cultural Victorio Faccin
Rua Duque de Caxias, 380 - Rosário
Ingressos: R$ 16,00 (geral), R$ 15,00 (antecipado e online) e R$ 8,00 (estudantes e idosos)

Dando continuidade ao projeto EM CARTAZ 2017, o TUI marca presença com o espetáculo pra lá de engraçado e debochado - uma ótima opção para começar a noite de sábado. Uma trupe despencou da era medieval para os tempos de hoje para apresentar o "pior" espetáculo desta Terra, por que para essa trupe - "quanto pior, melhor". 

Aline, tu ficou louca?! Como assim?! 

Ai, meu caro, só assistindo que você irá entender. 

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Foto: Jefe Villanova
Domingo colorido

03 de setembro - a partir das 15h
55° Brique da Vila Belga

Vila Belga
GRATUITO

Música, Gastronomia, Artesanato, Teatro... Muita, mas MUITA arte no bairro mais charmoso de Santa Maria. É aquela fechada de semana no capricho pra juntar a galera para tomar um mate (se estiver frio!) ou um tererê (se tiver calor!) e  só aproveitar...

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Partiu celebrar mais um mês que se encerra e dar boas-vindas para o mês que tá chegando?!

Nossa, me senti um gif de orkut agora, mas o que vale é a intenção, né?!

Até a próxima!

Só não aceita o depoimento, tá? #segredo - sdds Orkut!