Teatro Por Que Não?: Catálogo PQÑ
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quarta-feira, junho 20, 2018

O que tem rolado no EM CARTAZ?

Oi pessoal!!!! 

Como vocês sabem estamos com  projeto EM CARTAZ 2018 rolando a pelo vapor.

Nos últimos dias, passaram dois espetáculos no Espaço Cultural Victorio Faccin: Say Hello para o Futuro e Amanhã Foi Outro Dia. 

Olha só como foi:

Say Hello para o Futuro - 01 e 02 de junho (Fotos: Walesca Timmen)







Amanhã foi Outro Dia - 15 e 16 de junho (Fotos: Anderson Martins) 







Agradecemos imensamente a presença do público que não se intimidou com o frio e veio nos prestigiar!

Se você assistiu, conte pra gente o que achou, comenta aqui embaixo! Ficaremos muito felizes com o feedback

Não conseguiu vir? Tudo bem, o EM CARTAZ 2018 ainda tá acontecendo, veja a nossa programação aqui. 

Já nessa semana teremos mais um espetáculo, anota aí e venha conferir: 

LADRA TERRA: UMA COMÉDIA MEDIEVAL
22 e 24 de junho de 2018 - 20h30
Espaço Cultural Victorio Faccin 
Rua Duque de Caxias, 380 
Ingressos: R$ 20 (público geral) - R$ 15 (antecipado) - R$ 10 
(estudantes, idosos e professores da rede pública)


Esperamos que possa vir e até a próxima!



quinta-feira, junho 14, 2018

Processos e mais processos: Amanhã Foi Outro Dia

Estreado em 07 de setembro 2013, Amanhã Foi Outro Dia foi o resultado de uma comemoração de parcerias: foi a primeira vez que o trabalho conjunto entre Teatro Por Que Não? e Teatro Universitário Indenpendente (TUI) saiu da administração do Espaço Cultural Victorio Faccin e entrou para os palcos.

Foto: Eduardo Ramos

A ideia de montar esse espetáculo veio da curiosidade em ver como esses dois grupos trabalham artisticamente juntos. Já tínhamos experiências muito positivas com parcerias: antes do TUI, trabalhamos com o grupo Cia. Retalhos de Teatro (com os espetáculos No Fio da Navalha e O Santo Parto) e com o Teatro Camaleão (com o espetáculo Acordo Íntimo), então para entrar em mais uma parceria foi um pulo!

Quando começou a rascunhar esse novo espetáculo, o TUI estava com poucos integrantes ativos, Cristiano Bittencourt e Marcele Nascimento, e super empolgado em embarcar em uma nova montagem. Felipe (Martinez, diretor), que já tinha expressado o desejo de trabalhar com os dois, comunicou ao Por Que Não? que dessa vez o grupo trabalharia nos bastidores (na criação de figurino, luz, som...), vasculhou entre inúmeros textos para teatro e achou  Quando as Máquinas Param.

Diretor e atores Foto: Eduardo Ramos

Quando as Máquinas Param é um texto de Plínio Marcos (1935-1999), que foi escrito em 1963. Curiosamente foi o texto que Felipe trabalhou quando estava no segundo semestre do Curso de Artes Cênicas da Universidade Federal de Santa Maria, em 2008.

Dividido em quadros, o texto conta a história de Zé e Nina, casados, que se veem em uma situação crítica: Zé está desempregado, o proprietário da casa onde eles alugam está pedindo a casa de volta, Nina descobre que está grávida e momento econômico do Brasil está em decadência. Ainda assim, Zé recebe uma proposta de emprego que lhe rende uma nova esperança. Porém, Zé percebe que não é tão simples assim: ele descobre que para arranjar um emprego terá que sujar as mãos - suborno, compra de vaga e corrupção. Atrelado ao fato de estar casado, Zé engole seco e não aceita a proposta, volta para casa desiludido. Chegando em casa, Zé se depara com a notícia da gravidez de Nina e decide convencê-la a não ter o filho. Devota aos santos, Nina não concorda e insiste em ter o filho. A trama termina com Zé agredindo Nina com um soco na barriga.

As obras de Plínio Marcos mostram que, não importa o que aconteça, os personagens são condicionados ao meio que vivem. Ou seja, se a pessoa surgiu em um ambiente hostil, por mais que ela tente reverter a situação, sempre haverão obstáculos que tornará essa atitude impossível. Essa é uma das características do movimento artístico Naturalista. Além disso, preferindo retratar personagens marginais, Plínio escancara a realidade da sociedade brasileira, com seus abismos sociais, preconceitos e indiferenças. 
“Não faço teatro para o povo, mas o faço em favor do povo. Faço teatro para incomodar os que estão sossegados. Só para isso faço teatro” - Plínio Marcos
Foto: Anderson Martins

Percebendo que o Brasil não teve uma mudança econômica intensa (o tal "milagre econômico" do início dos anos 70 não era para todos, diga-se de passagem!), Felipe viu que a economia do início dos anos 90 não estava muito distante da economia dos anos 60 e resolveu transpor a história de Plínio para esse período. 

Zé e Nina se tornaram Ezequiel e Joana e os quadros foram remexidos, ajustados, com trechos criados pelo diretor que deram uma renovada na obra de Plínio.

O primeiro obstáculo era atualizar o texto: as gírias que Plínio colocara no texto original já estavam em desuso nos anos 90. Palavras como batota, termos como "essa luz que me ilumina" eram muito marcados e de certo causaria estranheza para o novo público da primeira década dos anos 2000. Felipe se encarregou de pesquisar notícias, programas, propagandas que foram difundidas nos anos 90 e foi criando pontes para juntar o texto.

Isso influenciou diretamente na escolha de cenário, figurino e objetos cênicos. Como já foi comentado neste post aqui, o cenário foi pensado para retratar uma casa típica de uma família de renda baixa, com objetos típicos daquela década: quadros religiosos em molduras de plástico, vassoura de piaçava, bibelôs de gesso, frutas de plástico, toalhinhas com bordas de crochê... (quem foi criança nesse período dos anos 90, certo que vai identificar como a casa da tia, da vó ou da amiga da mãe...)

O cuidado era tanto que até o maço de cigarros de Ezequiel precisava passar para uma "atualização ao contrário".

O segundo obstáculo era deixar que trejeitos e reações cotidianas atuais, próprios dos atores, afetassem na montagem. Apesar do teatro realista exigir essa aproximação do real, muitas coisas que são abertamente discutidas e interpretadas com maior liberdade nos tempos atuais, anos 2000, na época de Ezequiel e Joana ainda eram tabus, como por exemplo o uso de drogas ou a relação do homem dentro de um casamento. Então, tanto o diretor quanto os atores, tinham que achar uma sintonia para que, mesmo que o espetáculo seja retratado nos anos 90, ele não seja estagnado e que ainda possua situações que são herdadas até hoje e que precisam ser discutidas.

Aí que está o foco do Amanhã Foi Outro Dia: mostrar para nós que por mais evoluídos que estamos, ainda assim patinamos em velhos valores e quando nos deparamos com uma situação extrema, quem pode nos dizer até onde vai o nosso senso de justiça, moral e bons costumes?

É um tapa na cara, pois saiu de um texto dos anos 60, passando por anos 90, chega aos anos 2000 e vimos que muito pouco mudou. O próprio Plínio diz: se meu teatro é necessário até os dias de hoje, significa que o mundo não evoluiu.

Foto: Anderson Martins

****SPOILER ALERT!**** 

(se você ainda não assistiu e não quer saber de spoilers, pare de ler aqui! Muito obrigada pela sua atenção e depois nos conte o que achou o espetáculo, ok?) 

Se você chegou até aqui, muito obrigada pela dedicação! O que tenho a falar a partir de agora é o que torna o espetáculo único.

No mesmo período que Felipe foi apresentado ao texto Quando as Máquinas Param, em 2008, ele assistiu o filme Irreversível (2003), de Gaspar Noé, e apesar de naquela época não ter o menor sentido fazer uma convergência entre essas duas obras, que até então eram apenas tarefas de faculdade, ele pode juntá-las 5 anos depois com o Amanhã  Foi Outro Dia.

Para quem ainda não conhece esse filme, conta a história de um homem (Marcus) em busca de descobrir quem foi a pessoa que agrediu e estuprou a namorada. Recomendo se tu tem estômago para assistir, pois ele é bem intenso. Mas o que chamou a atenção de Felipe não foi a história propriamente dita, mas como ela foi contada. O filme começa pelo final, ou seja, começa com Marcus encontrando o estuprador e acaba matando-o. Antes que tu pense "ai, aí já acabou com o filme", o fato de começar de trás para frente te induz a querer saber como o enredo chegou até ali. E era isso que Felipe buscava com o espetáculo.

Com Nina e Zé, de Plínio, o clímax (a notícia de gravidez, pedido de aborto e agressão) é apresentado no final da peça, você, como espectador, "entende" a linha de raciocínio de Zé, pois percorreu o texto todo até ali. Com Ezequiel e Joana, de Felipe, o clímax é apresentado logo no primeiro quadro, você, como espectador, se pergunta o que o fez agir daquela forma, assim, a sua linha de raciocínio é revertida.

Em miúdos: enquanto que na versão de Plínio pensamos em até que ponto essa história vai se desenrolar, na versão de Felipe pensamos em como a história chegou a esse ponto. Captou a diferença?!

Ficou interessado como isso foi feito, né não? Pois é, agora não vou falar meeeeeeeeeeeermo, tu terá que assistir (precisamos ganhar nosso pão de cada dia, né?). Anota aí, que esse espetáculo tá fazendo parte da programação do EM CARTAZ 2018.

AMANHÃ FOI OUTRO DIA no EM CARTAZ 2018
15 e 16 de junho de 2018 - 20h30
Espaço Cultural Victorio Faccin
Rua Duque de Caxias, 380 - Rosário
Ingressos: R$ 20,00 (geral) - R$ 15,00 (antecipado) e 
R$ 10,00 (estudantes e idosos)

E aí? O que achou desse processo? Comenta aqui embaixo pra tia e venha ver de pertinho o resultado!

Até a próxima!


Só de pensar que a minha única preocupação nos
anos 90 é saber o que tinha na nave da Xuxa...






quinta-feira, junho 07, 2018

Amores aqui e acolá

Olá pessoal!

Ontem, o Amores aos Montes aterrisou na cidade de Vera Cruz - RS para a participação da primeira edição da Viagem Literária, evento dedicado aos alunos da Educação Infantil até o Ensino Médio com foco na reflexão e debate sobre a literatura - tanto brasileira quanto mundial. São cinco dias de muitas atividades: contações de história, exposição de trabalhos, apresentações teatrais, palestras, concurso de oratória, venda de livros e teatro!



Na quarta-feira, dia 06 de junho espalhamos muito Amores para esse pessoal! Dá só uma olhada:




As fotinhos foram tiradas pelo celular, então pedimos desculpas pelas tremidas. Se você assistiu, tirou foto e ficou melhor do que essas (hehehehe), mande para gente pelo whatss (55) 99188-7135

E o Amores não vai parar essa semana. Domingão agora, perto do dia dos namorados, vamos nos amar lááááááá na Concha Acústica, no Parque Itaimbé, em Santa Maria????



Traga o seu chimarrão, seu mozão e venha assistir juntinho, anota aí:

AMORES AOS MONTES
10 de junho de 2018 - 16h
Concha Acústica - Pq. Itaimbé
Santa Maria - RS
GRATUITA 


Em caso de chuva (tomara que não, néam?), a apresentação será transferida para o dia 17 de junho de 2018. 

Contamos com a sua presença!

Até a próxima!

Não pensem que eu esqueci do
presentinho pra gravidinha... fico no aguardo!

terça-feira, junho 05, 2018

Curiosidades: O que não é animado, mas faz parte da cena!

Olá pessoal! 

Como vocês podem ver neste post, temos uma sessão no nosso blog onde falamos dos bastidores do nosso catálogo. Muita gente tem curiosidade em saber como um espetáculo é feito e você poderá navegar por aqui para ver como a gente fez com os nossos. 

No post de hoje falaremos de um item que não indespensável, mas é muito importante na criação do espetáculo. 

O que é o que é: Não é animado na maior parte do tempo, mas faz parte da cena?

Estamos falando do Cenário Teatral: aquele item que tem o objetivo de ambientar o espectador no enredo do espetáculo. Além de nos mostrar onde que a peça está sendo narrada, o cenário descreve a época em que a história se passa, cria a ilusão da construção de um novo espaço, modificando o palco cênico, oferece material e inspiração para os atores e consequentemente auxilia na construção de cenas. Enfim... pensem que para quem trabalha com teatro, a concepção de uma ideia de cenografia não é simplesmente montar um local, tem-se que pensar em toda simbologia, estrutura e viabilidade,  cada item que é acresentado tem importância, foi bem pensado para estar ali, tudo isso para  que o espetáculo seja feito de forma fluída e sem tropeços. 

Embananei a sua cabeça, não é? Mas vou falando dos nossos cenários e espero que eu consiga te desbananar... (amei essa palavra!)

Travessias
Cenografia: Cristiano Bittencourt


O espetáculo começa com apenas um carrinho de supermercado velho, cheio de quinquilharias, garrafas vazias, pneus, que indicam que os personagens não tem uma moradia fixa... Se der na telha de ir embora, é só botar tudo no carrinho e seguir caminho para o próximo lugar. Conforme o espetáculo se desenrola, a nova casa deles é construída, um colchão com uma colcha num canto vira o quarto, os pneus amontoados do outro lado da cena vira a poltrona da sala. Os personagens são crianças e toda a construção do cenário vai se fazendo através de brincadeiras. 

Além disso, a mudança dos objetos transforma o cenário, ora era a casa deles, ora era o tribunal de julgamento, ora era a rua: essa é mais uma das magias que o cenário poder promover, mudanças de ambientes em um mesmo palco, ressignificando os objetos que estão em cena. 

Todo cenário de Travessias foi resultado de muita sucata. Cristiano elaborou o cenário pensando justamente no universo de meninos e meninas que vivem nas ruas e que vão recolhendo o que veem nos lixões para formar seus próprios patrimônios. A única coisa que não é vinda dos lixões e que os meninos despendem o pouco dinheiro que ganham é para a compra das balinhas milagrosas.

Say Hello para o Futuro
Cenografia: Cristiano Bittencourt


Com a mesma ideia do Travessias, de mudanças de ambientes, o cenário do Say Hello é composto por módulos com as seguintes formas:  dois cubos, um prisma triangular e, na primeira versão, tinha um cilindro. Além deles, tem 2 biombos e o chão coberto por linóleo. Todos com rodinhas, exceto o linóleo. 
Má que caramba é linóleo?
É um tecido impermeável, resistente, que tem um aspecto plastificado. Pode ser emborrachado, fosco, ou vinílico, com brilho. Sabe aqueles pisos para apresentação de dança? Então, é aquilo.
A palavra de ordem do cenário do espetáculo Say Hello para o Futuro é  praticidade. Os módulos são ocos, onde os objetos cênicos são guardados e retirados para cada determinada cena. Como se trata de um espetáculo composto por cenas curtas, que necessariamente não tem ligação entre elas, a mudança de ambientes é feita de forma mais dinâmica, como se pulássemos de abas do nosso navegador da internet. 

Segundo Cristiano, a ideia do cenário vem da construção das placas de computadores, onde os componentes possuem essas formas geométricas básicas, como se fôssemos transportados para dentro de um computador. Como o chão dos palcos de teatro é feito com madeira, material que não tem nenhuma relação com a tecnologia plástica dos dias de hoje, optou-se por cobrir com linóleo para manter esse ambiente hi-tech. Não é um espetáculo realista, Say Hello permite construir um espaço que fica entre o que é real e o que é digital: além de todo cenário descrito, temos as projeções que enriquecem esse cenário. 

Amanhã Foi Outro Dia
Cenografia: Teatro Por Que Não? e Teatro Universitário Indenpente


Aqui chegamos no ponto oposto do Say Hello. Amanhã Foi Outro Dia é um espetáculo montado em um ambiente realista - ou seja, mais próximo da realidade possível. 
Realismo é um movimento artístico, onde tem o principal objetivo de retratar a realidade da vida, seja em pinturas, esculturas e até em peças teatrais. No teatro, o realismo veio com força com os trabalhos de Constantin Stanislavski (1863-1938). Segundo ele, o espetáculo era uma representação de uma fatia da vida. O seu empenho em transformar um espetáculo mais perto do real, incluindo na representação de atores, rendeu um método de atuação que é seguido até hoje nas escolas e faculdades de teatro. 
Voltando a programação, o cenário do Amanhã Foi Outro Dia é composto por uma estante, tábua de passar, mesa, cadeira, cômoda e tapete. A intenção aqui é nos transportar para uma casa de uma família de baixa renda. Apesar do espetáculo ser baseado em um texto dos anos 60, ele foi transportado para os anos 90, principalmente em uma época bem difícil aqui no Brasil. Estávamos sofrendo um retrocesso econômico muito grande, inflações altíssimas - herdeiras do período da ditadura, processo de impeachment do então presidente Fernando Collor, cortes de empregos e custos, confisco de poupanças, o que acarretou em falência de empresas e famílias. 

Agora imagina o trabalhão que foi para se pensar em um cenário que pudesse juntar todas essas informações??

A palavra de ordem da cenografia do Amanhã Foi Outro Dia é reaproveitamento.  O cenário é a junção de cenários de outras peças que já foram realizadas tanto pelo TUI, quanto pelo Por Que Não? A ideia é dar uma cara de que não são móveis novos, que foram adquiridos de segunda mão, visto que naquela época, para comprar algo novo, tinha que dar um rim praticamente. Então o cenário não possui um acabemento bem atraente, aproveitando a cor natural da madeira e os descascados de pinturas anteriores. Por mais que sejam pobres, Joana é costureira e preza pelo cuidado do lar, então há de encontrar toalhinhas, almofadinhas e bordados que deem um tapa no visú da casa. 

Além de retratar essa época, o cenário deste espetáculo tem uma função-chave, diferente das mudanças de ambientes dos espetáculos Say Hello e Travessias. O cenário foi criado para trazer a sensação de mudança de tempo. Como foi isso?? Ah, meu caro, não sou spoiler, terá que assistir.

Amores aos Montes
Cenografia: Cezar Gomes (Entalier) e Polin

Foto: Cezar Gomes

Quando começamos o processo do  espetáculo Amores aos Montes, tínhamos em mente que, por ser na rua, o espetáculo deveria chamar atenção e ser visível, mas ao mesmo tempo teria que ser prático, pois enfrentaríamos diversos tipos de solos (cimentados, gramados, terra batida, britas...).

Além disso, teríamos que fazer um cenário em que pudéssemos carregar todos os objetos necessários, não ser pesado, para não depender de um carro para ser puxado e que possa sustentar uma pessoa em cima.

Chamamos o Cézar para pensar na logística e aí surgiu o nosso amado Carrinho! Ele é composto por barras de ferro, rodas de plástico resistentes, pratileiras móveis de madeira, com espaços para pendurar e guardar instrumentos e painéis retráteis para indicar cada fatia do espetáculo.

Ele é multi-uso: é o nosso camarim, palco e o cenário. Camarim pois carregamos todos os nossos figurinos, instrumentos, água e objetos cênicos que utilizamos durante todo o espetáculo; Palco, pois utilizamos o teto do nosso carrinho para encenar (para quem assistiu, estou falando das cenas Terapia de Casal e Trogloditus Masculinus) e também é com ele que delimitamos o espaço de cena; Cenário pois interagimos com ele, virando a Love Machine na última cena do espetáculo, por exemplo.

Para deixá-lo mais chamativo, chamamos o Polin para dar uma cara mais urbana nos nossos painéis, que serviam para mostrar sobre qual "não amor" estávamos encenando. Em cada painel falamos o que o amor não é: 1- O amor não é a cereja do bolo, 2- O amor não é frase pronta, 3- O amor não é seu ponto fraco e 4- O amor não é moeda de troca. Optamos pelo grafite pois é a linguagem das ruas, é a identificação do lugar onde estamos.

O Carrinho é desmontável, justamente para que possa ser transportado para apresentações fora de Santa Maria. Com ele já fomos para Santa Cruz do Sul, Rosário do Sul, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Nova Esperança do Sul, Vila Nova do Sul, Faxinal do Soturno, Dona Francisca, São Pedro do Sul, Nova Palma... ufa, má rodou esse Carrinho, né não? E iremos para mais uma cidade gaúcha, anota aí e venha conhecer nosso Carrinho:

AMORES AOS MONTES na Viagem Literária
06 de junho de 2018 - 19h
Comunidade Evangélica de Vera Cruz
Vera Cruz - RS
Ingresso: R$ 15,00 (geral) ou 
1kg de alimento não perecível 
(para pais e alunos)

Não vai estar em Vera Cruz? Não tem problema! Estaremos em Santa Maria logo depois:

AMORES AOS MONTES
10 de junho de 2018 - 16h
Concha Acústica - Pq. Itaimbé
Santa Maria - RS
GRATUITA 
(má se quiser trazer um mimo para a gravidinha aqui, 
aceito de braços abertos... rsrsrs)

E aí? O que achou desta postagem? Informação à beça, não é mesmo?! Comenta aqui embaixo e deixe uma tia feliz!

Contamos com a presença de vocês!

Até a próxima!

Só na espera dos meus presentinhos... Pode ser comida tb, tá?

quinta-feira, maio 31, 2018

Crítica: Say Hello Para o Futuro

Olá pessoal! 

Como vocês podem ver nesta postagem aqui, o nosso amado Say Hello para o Futuro voltou depois de um ano de hiato com novas cenas, novas ideias e até um novo ator! 

Essa reestreia rendeu uma crítica super bacana da acadêmica do Curso de Artes Cênicas, da Universidade Federal de Santa Maria, Thayná Máximo de Almeida. Vamos dar uma conferida?



Crítica: Say Hello para o Futuro, por Thayná Máximo de Almeida

Ambientado no cotidiano de uma vida futurística e tecnológica, o espetáculo "Say Hello para o futuro" evidencia aspectos e comportamentos não tão distantes da nossa realidade atual, através de um enredo não linear, composto por cenas desconexas. O estilo humorístico traz suavidade aos eventos, que retratam situações absurdas e impactantes.

Logo na primeira cena fica evidente a crítica que o espetáculo faz sobre o uso abusivo e antiético da tecnologia e redes sociais. Duas personagens num velório decidiram fazer uma homenagem tirando uma foto com o falecido e publicando em suas redes sociais. Apesar de parecer inacreditável, o evento já ocorreu em velórios de celebridades. 

Outra cena exibe a rotina de um homem com seu robô, que controla seu sono, horários, agenda e até mesmo calorias ingeridas. Apesar da rotina exaustiva, a grande preocupação do personagem é sobre a falta de notificações de amigos e familiares em suas redes sociais. O fato deixa o questionamento de quantas vezes nos importamos com curtidas, comentários, solicitações, mensagens e nos esquecemos de nós mesmos e da vida real. Ainda atrelada nesse tema, uma cena explicita a preocupação com a beleza nas redes sociais e as atitudes tomadas em busca de curtidas e comentários. A beleza e felicidade falsas que acompanham cada foto publicada, a cópia ou inspiração em poses e temas que estão em alta já faz parte da nossa realidade.

Em determinada cena dois personagens preocupam-se apenas em fazer uma boa fama de que ajudam e colaboram em projetos beneficentes ao invés de realmente fazer algo. Como se isso não bastasse, quando um assaltante chega eles devem decidir entre a vida de uma mulher ou os celulares e escolhem o último. A crítica ainda segue sendo feita quando os personagens querem ajudar o assaltante a ter fama nas redes sociais, a conquistar seguidores, etc.

Aproveitando a deixa explícita sobre redes sociais, os atores fazem contato direto com a plateia ao questionarem sobre "textões" publicados e posicionamentos que retratam apenas a verdade absoluta. A ironia do discurso gera reflexão e, em certos, casos constrangimentos, o que sugere que alguns realmente não buscam informações antes de se posicionarem, independente do tema.

O espetáculo também mostra os bastidores e apresentação de uma "Missa online", com propagandas e produtos à venda referentes ao tema. A relação estabelecida entre os personagens e o que eles pregam é propositalmente incoerente. A cena ainda traz a temática da homossexualidade como pecado, necessitando de cura através da religião.

Por fim, o espetáculo apresenta uma cena de protesto, com causas absurdas e comentários machistas, elitistas e preconceituosos, questionando (ao fundo num telão) quem seriam os responsáveis, com imagens e legendas: "Você? Você!". E logo depois uma gravação da plateia entrando no teatro pouco antes do espetáculo começar, mostrando muitas pessoas nos celulares, recurso que deixa claro que realmente tudo que foi apresentado não é um futuro tão distante assim.

A atuação do elenco, considerando as relações estabelecidas entre eles, cenário e público, foi muito boa. A variação entre as personagens, já que não representavam apenas um durante o espetáculo, também foi excelente, apresentando corporeidade, sotaques e tons de voz diferentes. O figurino colaborava muito para isso, expondo peças simples, porém sem deixar de seguir a estética futurística proposta.

O cenário todo era composto pelo telão ao fundo, que mostrava imagens e frases em determinadas cenas, duas telas móveis que serviam de paredes, dois cubos grandes que serviam de bancos e guardavam objetos, e uma mesa triangular. Os mesmos cenários e objetos tinham significações e funções diferentes no decorrer das cenas. Ainda sobre os elementos cenográficos, é importante ressaltar a trilha sonora, que estava atrelada não somente as ações, mas também a iluminação, gerando efeitos maravilhosos.

O espetáculo superou as expectativas que foram criadas por conta dos comentários do público que assistiu a primeira versão dele. As críticas e o modo como foram feitas foi sensacional. Aguardo ansiosamente que os envolvidos considerem a possibilidade de produção de uma terceira versão do espetáculo, tendo em vista a grande aceitação do público.

E aí? Curtiu? Comenta aqui embaixo pra tia! 

Não assistiu a reestreia? Não se preocupe, teremos não uma, mas DUAS apresentações nesta semana. 

SAY HELLO PARA O FUTURO
01 e 02 de junho de 2018 - 20h30 
Espaço Cultural Victorio Faccin 
Rua Duque de Caxias, 380 - Rosário
Ingressos: R$ 20,00 (inteira), R$ 15,00 (antecipado) e R$ 10,00 (meia) e temos online aqui!

Contamos com a sua presença!

Até a próxima!


terça-feira, maio 22, 2018

Say Hello (re)estreou!

Olá pessoas!

Como foram de final de semana? 

Por aqui rolou muito trabalho e estamos a mil para um começo de semana! 

Sexta-feira, dia 18 de maio, ressaquinha pós-feriado, estávamos lá no Theatro Treze de Maio aquecendo os motores para mais uma apresentação do Say Hello para o Futuro. Fazia um ano que a gente não tinha apresentado e ele voltou totalmente atualizado: novas cenas, novo ator! O pessoal não se intimidou com aquela garoinha chata e foi em peso conferir como essa nova versão ficou. 

Você estava lá? O que achou? Estamos de braços abertos para receber feedbacks

Não foi? Pois olha o que você perdeu: 

Foto: Dartanhas Baldez Figueiredo
Foto: Dartanhan Baldez Figueiredo


Foto: Dartanhan Baldez Figueiredo

Foto: Dartanhan Baldez Figueiredo
Foto: Dartanhan Baldez Figueiredo


Foto: Dartanhan Baldez Figueiredo

Mas não vou ser carrasca e te deixar babando por essas fotos, em breve, muito breve teremos novas apresentações. Já deu uma olhada na nossa programação do EM CARTAZ 2018? Clique aqui e programa-se!

Até a próxima!

terça-feira, maio 15, 2018

Processos e mais processos - Say Hello para o Futuro

Carinhosamente chamado de Say Hello, ele estreou em março de 2015, mas começou-se a pensar nele em julho de 2014. 



O ano de 2014 foi intenso para nós: o Espaço Cultural Victorio Faccin ficou fechado de janeiro a outubro, em função de uma grande reforma, o que diminuiu drasticamente a nossa demanda de trabalho artístico. Durante esse período não tivemos novas turmas do Curso de Teatro, não houveram  muitas apresentações e Por Que Não? estava reduzido a cinco integrantes. Estávamos com todas as energias voltadas para a reforma, fazendo eventos, projetos de crownfounding, passando tudo que entrava no caixa para colocar um teto e um chão novo para o Espaço. 

Prevendo que quando a reforma acabaria,  estaríamos praticamente começando do zero, surgiu a ideia de fazer um novo espetáculo. Ao mesmo tempo, o mundo tava passando por um momento de popularização de smartphones e o lançamento de muitas tecnologias e aplicativos que atualmente para nós são tão banais, mas que há 4 anos era o crème de la crème - volta e meia nos víamos comentando sobre esse avanço tecnológico e como isso afeta as nossas vidas. 

Foi o estalo inicial. Felipe (Martinez, o diretor do Say Hello) somou esses dois fatores e propôs a criação de um novo espetáculo, que fosse criado por nós, incluindo o texto. Isso é o que se chama Dramaturgia Coletiva



Muitos grupos aqui no Brasil e no mundo trabalham com esse tipo de processo: é quando o texto é formado em conjunto com a criação das cenas, com a colaboração dos atores e do diretor. 

Porém, para que todo processo comece tem que haver combustível. Com o Say Hello, as notícias que pipocavam sobre a internet, redes sociais e tecnologias foram o nosso principal combustível  - a possibilidade de se ter mais um veículo de comunicação largamente difundido e como nós estamos nos adaptando à essa nova realidade. 

Casos de selfies desastrosas, surgimento de jogos com a realidade aumentada, a proteção de uma tela para um desabafo, a criação de uma segunda vida no meio digital que não é nada parecida com a vida real, os maiores medos e segredos abertos em blogs, a rapidez que as notícias são publicadas e compartilhadas, relacionamentos baseados em fotos manipuladas, a disseminação do ódio travestido de opinião... enfim, absorvemos tudo para poder criar as cenas. 




O principal ponto do espetáculo Say Hello para o Futuro era juntar essa Era super tecnológica e atual com uma arte tão milenar que é o teatro e ainda assim não perder a essência nem de um e nem de outro. #comofaz

Nos perguntamos: o que faz o teatro ser teatro? 

É a relação que temos com o público. Quando estamos assistindo tv, a nossa relação com o que acontece ali é totalmente passiva. Podemos berrar com a tv, que nada do que passa lá será modificado (a não ser que você esteja num link ao vivo). Já com o teatro, com a presença viva do público, essa relação é diferente - se torna ativa. Se você comentar, querer falar com alguém no palco, dependendo do espetáculo, você afetará o andamento do mesmo. 

Nos perguntamos: por que esse mundo virtual é tão viciante? O que acontece nele que nos fascinam tanto? 

É a possibilidade de falar o que quer, quando quer, o quanto quiser e ser quem quiser e não precisar mostrar o rosto - é a segurança que a distância física dá. Podemos acrescentar que a relação interpessoal é diretamente afetada: como já dizia Zygmunt Bauman* (resumido porcamente por mim), o que chama atenção não é a facilidade de criar novas conexões com as pessoas, é a facilidade em desconectar. Enquanto pessoalmente passamos pelo constrangimento em querer cortar relações interpessoais, na internet é só apertar 'delete' e pronto.
Além disso, a nossa vaidade é hiper estimulada com a facilidade que a tecnologia propõe em expor as nossas vidas. 

O Say Hello nada mais é do que o resultado dessa equação: Uma rede social onde participamos ativamente, em tempo real (como a internet) em um ambiente compartilhado abertamente, sem telas (como num teatro). 


Com essa miscelânia de ideias, botamos para improvisar e criamos MUUUUUUITAS cenas!  Só para ter uma ideia, a primeira vez que passamos todo o espetáculo em ensaio, o Say Hello teve mais de uma hora e meia de duração. Ao invés de descartá-las, fomos deixando guardadinhas, pois, como a internet e todos os os dispositivos eletrônicos, pensamos que o espetáculo também teria atualizações.

Então não era de se estranhar que a cada apresentação, alguma coisa se modificava, uma nova cena era inserida (ou era retirada), uma mudança de figurino e som, até mesmo as falas dos atores se alteravam sem aviso prévio para o público, tornando uma experiência única!


E foi assim, que no dia 01 de março de 2015, no Espaço Cultural Victorio Faccin, Say Hello para o Futuro entrou no ar e até hoje nos surpreende, nos diverte e nos faz mais conectados com o mundo, procurando cada vez mais entender o quão louco é essa relação sociedade/tecnologia e desvendando o que poderá acontecer em um futuro, não tão distante assim, mas que nos parece tão longe!

O que achou desse processo? Tu já assistiu Say Hello para o Futuro e quer contar um pouquinho da sua experiência pra gente? Comenta aqui embaixo!

Até a próxima!

*Zygmunt Bauman (1925-2017) foi um sociólogo e filósofo polonês. Se quiser saber mais sobre o que ele disse sobre essa nova relação entre as pessoas, tem o livro "Modernidade líquida" em que ele aborda esse tema. 




segunda-feira, maio 07, 2018

Feira do Livro com muito Amores

Olá pessoal!

Se você mora aqui em Santa Maria certamente observou o vuco-vuco lá na Praça Saldanha Marinho desde o final do mês de abril.

É a icônica Feira do Livro de Santa Maria! Ali você pode encontrar uma gigantesca venda de livros dos mais diversos gêneros para as mais variadas faixas etárias. Uma ótima opção para você que não pode sentir o cheirinho de livro novo que já corre para abrir a carteira, então aproveite que na Feira você poderá garantir altos descontos para engordar a sua coleção.



Além de livros, a Feira conta com um festival gastronômico, com muitos stands disponíveis para agradar o seu paladar (sabe que a tia aqui não dispensa uma boquinha, néam?). Confira a programação aqui e veja que ainda você pode contar com rodas de debates, entrevistas com autores, apresentações músicais, contação de história...

O que mais falta para esse evento ser MA-RA?!

Teatro, sua lôca! Tem uma pancada de espetáculos prontinhos para te receber e nós não íamos ficar de fora, né não, monamour?!

Foto: Ronald Mendes

O que você vai fazer nessa quarta-feira, dia 9? Vai dar uma passada na Saldanha, num intervalinho entre o trabalho e o cafezin? Ou pretende dar uma voltinha para procurar entre os livros, um presente bacana para a sua mamãe?

Te pergunto tudo isso pois quero te convidar para mais uma sessão do nosso querido espetáculo Amores aos Montes!

Venham! Venham! Foto: Ronald Mendes

Então anotem aí e venha dar um oi pra gente:

AMORES AOS MONTES na Feira do Livro de SM
09 de maio de 2018 - 14h30
Praça Saldanha Marinho
Santa Maria - RS
GRATUITO

Vamo? Vamo? Vamo?  - Foto: Ronald Mendes

Contamos com a sua presença!

Até a próxima!!



quinta-feira, abril 12, 2018

Amores na estrada!

Depois de um tempinho no hiato, o Amores aos Montes vai botar o pé na estrada por esse Rio Grande do Sul. 

Foto: Ronald Mendes

A parada da vez é Faxinal de Soturno (RS)!

A Prefeitura de Faxinal do Soturno tem um evento bem bacana que se chama Tô na Praça! que junta diversas atividades, como show musical, exposição e venda de produtos locais, como artesanato, concurso cultural, brinquedos, mateada e claro... Teatro!




É um evento bem cara de família! Então se você está em Faxinal, ou tem um parente que mora lá, avisa para se programar, pois vai ser um domingão bem legal. Já separa a sua cadeirinha e seu chimarrão e bora curtir!

Então anota aí:

AMORES AOS MONTES no Tô na Praça!
15 de abril de 2018 - 15h 
Praça Matriz Vicente Palotti
Faxinal do Soturno - RS
GRATUITO

Foto: Carolina Carvalho

Não sabe de qual espetáculo tô falando? Clique aqui e saiba mais sobre Amores aos Montes.

Já confirmou a sua presença no evento? Clique aqui para confirmar!

Contamos com a sua presença!

Até mais!

sexta-feira, novembro 03, 2017

A palavra é...

DEIXA (dei.xa)

Cena do espetáculo do Do Outro Lado do Passei Público (2011) - Deixas para tudo quanto é lado: luz, fala, som, cenário, uma engrenagem complexa, mas que dá muita saudade... mais do que esses corpinhos esguios e jovens... ai ai ai 


Qualquer indicação visual ou sonora que permite o ator identificar o momento de entrar, falar ou agir em cena. O tipo mais comum de deixa são as últimas palavras de cada fala do diálogo. Ao memorizar as falas de seu personagem, o ator também deve memorizar as palavras finais do personagem com quem contracena. Usa-se o mesmo código para indicar os movimentos de luz e som ou de mudanças de cenário.

Às vezes as deixas são mais importantes que a própria fala, por isso, não seja tímido em fazer anotações em seus textos, marque as deixas já existentes (final de diálogo, rubricas, indicações técnicas) e escreva outras deixas que você pode criar para o trabalho individual (se há movimentações de colegas, se há uma determinada palavra na música da trilha, disposição dos objetos em cena...).

Vale tudo, desde que seja para te auxiliar no trabalho de atuação!

Utilização em uma frase:

"Tu é muito fominha, engole todas as minhas deixas"

Fonte: Dicionário de Teatro, de Luiz Paulo Vasconcelos

quarta-feira, novembro 01, 2017

Aconteceu - Amores aos Montes no Circuito Central do RS

E ae, seus lindos!

Como você pode ver nessa postagem, a gente fez uma bateria de apresentações do espetáculo Amores aos Montes pela região central do Rio Grande do Sul. Experimentamos diversos espaços, diversos públicos... nossa, gente, foi um aprendizado e tanto! Olha só o nosso registro dessa turnê: 

11 de outubro - São Pedro do Sul

Debaixo de muita água, apresentamos pela primeira vez dentro de um ginásio. Deram uns estranhamentos em soltar a voz em um novo ambiente, mas não intimidou, a gente se divertiu muito com o pessoal que enfrentou o pé d'água para assistir o nosso espetáculo.





13 de outubro - Dona Francisca

Também em um ginásio, em Dona Francisca tivemos um palco que deu todo diferencial pra gente: ora a cena acontecia lá embaixo, bem perto da galera, ora acontecia em cima, que dava uma visão bem legal do público. Era dia de comemorar o Dia das Crianças com os pimpolhos e no final até sorvete a gente ganhou. (por mais apresentações com final de sorvete... amém? Amém!)





15 de outubro - Santa Maria

Não poderíamos deixar a nossa casinha fora dessa, néam? E nem preciso dizer que sempre é muito gostoso apresentar em casa e ver rostinhos conhecidos que já assistiram antes e vieram ver de novo, até com as músicas na ponta da língua! Nem consegui escolher as melhores fotos, então toma um álbum inteiro, pra você ver como foi bacana!



24 de outubro - Vila Nova do Sul

Praça linda, com um verde brilhante - esse foi o cenário em Vila Nova do Sul. Fomos muito bem recebidos (aliás, fomos muito bem recebidos em TODAS as cidades que passamos!), com um estrogonofe maravilhoso que nos deu muito gás para apresentar para um público pra lá de participativo! 





28 de outubro - Rosário do Sul

Em Rosário, participamos do XVIII Festival Internacional Rosário em Cena e, como todo festival competitivo, tivemos pela primeira vez uma avaliação técnica que nos apontou pontos positivos e pontos que precisam ser melhorados. Foi um feedback muito gratificante e que com certeza nos botou para pensar em como deixar o Amores melhor para que o público aproveite ao máximo! Resultado do Amores nesse festival? Fomos indicados nas categorias Melhor Caracterização (Aline Ribeiro), Sonoplastia (Adriano Zuli), Cenografia (Cezar Gomes), Ator (O conjunto), Atriz (O conjunto), Direção (Felipe Martinez) e Espetáculo. E levamos o prêmio de Melhor Figurino, com o Anderson Martins!!!





30 de outubro - Nova Palma 

Cidade muito fofa, foi em Nova Palma que a gente apresentou pela primeira vez em um pátio de colégio. Com um público bem específico (8° ano até o Ensino Médio), todos nós lembramos do nosso tempo de adolescência, quando tínhamos vergonha até da nossa sombra... (que tempo bom... aiai). Mas não foi motivo de nos envergonhar também, botamos o carão, brincamos muito com a galera (um beijão para a Alessandra!) e sobrou até para os professores! E finalizamos a turnê com o Diego nos levando para comer uma boa comida caseira lá na Lancheria do seu Jaci. (diliça... sim, só penso em comida, ADORO comer!)





Foi lindo, foi mara e queremos mais!

Deixamos aqui o nosso MUITO OBRIGADO a todos que nos receberam (secretários da educação, cultura, turismo, as diretoras e as tias das escolas, organizadores e jurados), nos auxiliaram (a equipe do SESC) e nos assistiram (muuuuita gente que não vou nem nomear se não corre o risco de eu esquecer de alguém) em cada cidade que passamos. Que não seja só uma vez, que venham novas oportunidades no futuro e que a gente se encontre de novo!

É claro que para ficar mais completo, teríamos apresentado em Nova Esperança do Sul, mas em função do resultado que foi aquela tempestade aqui no centro do RS, tivemos que cancelar... 😭😭😭 Maaaaaaaaaaaaaaaaas em breve vamos apresentar, sim! 😄😄😄Estamos vendo direitinho com o pessoal do SESC para realocar e marcar uma nova data. Fiquem ligados na nossa página do Face para acompanhar em tempo real. 

Ain... mas só vai ter fotinhos?!

Não! Vai ter VLOG, mas sabe como é... tem um monte de material e tem que editar, vai demorar um pouquinho, mas vai sair. Enquanto não sai o VLOG novo, entre no nosso canal do You Tube e veja os que já foram ao ar. Aproveita e se inscreve, tá?

Até a próxima!

Espero que eu tenha sido objetiva, né?😜😜😜